Hoje de manhã vi uma postagem de um Blog no MSN que achei ótima. É do Blog de Mãe para Mãe. Segue abaixo a postagem.
mas o que mais achei incrível foi o número de pessoas revoltadas com a postagem comentando abaixo, chegando até mesmo a serem ríspidos com a autora.
Acredito que a blogueira está totalmente certa. É só observar casos de adultos hoje totalmente afetados por castigos e humilhações na infância para ver que existe sim relação entre os dois, já vi coisas absurdas... Algumas pessoas "fingem" que nada lhes aconteceu, colocam seu trauma "embaixo do tapete", outras realmente desenvolvem problemas psicológicos, outros viram algozes dos próprios filhos repetindo o comportamento e descontando nos pequenos: "eu apanhei e não morri". Mas o fato é que ninguém sai em pune de humilhações e surras. O problema maior é que geralmente um pai ou mãe não batem para corrigir, muitas vezes as surras são desproporcionais ao erro, o que indicam que é um "acumulado" de coisas... A maioria bate por raiva, no momento de ódio, porque perdeu a paciência e não para corrigir.
Antes de bater no seu pequeno pergunte-se: se ele (a) fosse um adulto na rua, um estranho, eu bateria nele ou tentaria resolver na conversa? Eu bato em minha esposa quando ela faz algo que não gostei? Eu bato no cara que me fechou no trânsito ou na mulher que cortou minha fila no supermercado? Não??? Se eu fizesse isso com certeza apanharia de volta correto? Então não bou bater, seria uma barbaridade ver uma pessoa batendo na outra porque derramou um copo de suco no restaurante certo? Mas mães batem em seus filhos diariamente por motivos tão banais quanto esse. Então por que nos meus filhos para resolver eu tenho que bater? Porque eles são mais fracos? Porque eu que mando?
Nos revoltamos diariamente quando vemos um homem batendo em uma pessoa por causa de uma fechada de trânsito, achamos isso coisa de "animais", de bárbaros, um absurdo, deveria dar cadeia... Mas e as crianças que apanham todos os dias por motivos até mais idiotas que esse? Ai ninguém acha um absurso...
Estudos mostram que gritar com os filhos podem ter um efeito tão negativo quanto bater. Vamos evitar?
Por Mariana
Della Barba 1/mai 18:59
Faz um tempinho que não vejo SuperNanny. Mas por um tempão eu assistia
quase toda a semana. E lembro de achar muitas coisas completamente bobas ou
impraticáveis. Mas várias coisas me ajudaram a abrir o olho para vários aspectos
da trabalheira que é criar e educar uma criança. Uma delas é algo que a
SuperNanny sempre se esforça para convencer os pais: como falar com autoridade é
bem diferente de gritar.
Lembro de um episódio em que ela passou um tempão fazendo a mãe treinar a
voz dela. Ela queria que a mãe resgatasse sua autoridade perante os filhos. Mas
não estava rolando porque ou a mulher falava com uma voz mole e sem impor muito
respeito ou gritava feito uma louca
histérica.
Era preciso achar um meio termo. Porque pra ser firme, pra fazer seus
filhos te ouvirem, não é preciso gritar. Pelo contrário. Gritar só os ensina que
o melhor jeito de resolver as coisas é elevar o tom de voz. Já pensou ele(a)
usando esse "ensinamento" com um futuro chefe ou namorada(o)?
É claro que às vezes a gente perde a paciência e sai por aí distribuindo
gritos. E acho, de verdade, que ninguém deve ficar se culpando por isso. Uma boa
conversa com o filho, acompanhada de um pedidos de desculpas sincero, já
resolve. E, claro, tentar ir reduzindo cada vez mais o hábito de gritar com as
crianças.
Até porque são publicados cada vez mais estudos mostrando que, muitas
vezes, gritar com os filhos tem consequências tão prejudiciais como
bater.
Um exemplo é uma ampla pesquisa feita com quase mil famílias por
especialistas da Universidade de Pittsburgh e da de Michigan, nos Estados
Unidos, que foi publicada no fim do ano passado na revista Child
Development.
"Nesses dois anos de estudo, concluímos que os efeitos negativos da
disciplina verbal foram comparáveis aos da disciplina física", explicaram os
pesquisadores, liderados pelo
professor
Ming-Te Wang, especialista em educação.
Segundo a pesquisa, gritar, xingar ou humilhar uma criança pode aumentar os
riscos de ela desenvolver depressão e comportamento agressivo, especialmente na
adolescência. E os pesquisadores definiram humilhar como chamar a criança de
coisas como preguiçosa, burra ou similares.
"Quando você grita, seu filho sente que não é capaz, que é inútil. Quando
você grita, está ferindo a imagem que ele tem dele próprio, justamente em um
momento da vida em que ele está tentando formar sua identidade", diz
Wang.
Com tudo isso em mente, acho que vale um esforço extra para pararmos de
gritar com nossos filhos, não? Vale contar até 10, até mil, sair de perto, ir
tomar uma água, comer um chocolatinho ou qualquer outro truque pra esfriar a
cabeça.
Não quero mais ser uma mãe "gritenta", do mesmo
jeito que Não quero mais ser uma mãe do tipo "anda logo, filho".
E então, você costuma gritar com seus filhos? O que vem fazendo para
evitar esse hábito?
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